quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O QUE É PERDOAR?

“Não tem compaixão para com o homem, seu semelhante, e ousa pedir o perdão de seus pecados?” (Eclo 28,4)
O Filho Pródigo – Arturo Martini
Perdoar é um dos mais nobres gestos de que é capaz o ser humano. E também um dos mais difíceis. Quem sabe perdoar, praticamente atingiu a perfeição, pois viver sem ódio, sem mágoa, livre de todo ressentimento é possuir a verdadeira sabedoria de viver. Acima de tudo, quem sabe perdoar compreende de modo pleno uma das maiores necessidades do ser humano: ser perdoado sempre. Se errar faz parte da fraqueza humana, ser perdoado é o único caminho para ser redimido do erro. Quem não recebe o perdão, praticamente está impossibilitado de se recuperar. Negar o perdão é condenar o que errou a permanecer no erro.
O que é perdoar? É admitir que a fraqueza humana esteja sempre presente, mesmo na pessoa que vive na mais reta intenção, e que o erro de hoje necessariamente não se repetirá amanhã. Assim, perdoar é oferecer à pessoa um crédito de confiança: “Você errou. Eu o perdôo, ofereço‑lhe uma nova oportunidade. Aquilo que você fez não existe mais. Você é uma nova criatura, com nova chance”.
Como é bom, num momento de fraqueza, receber uma nova oportunidade! Ter gente que confia em nossa recuperação! Quando um pai perdoa ao filho o erro cometido, lhe está dizendo exatamente isso: “Meu filho, você errou. Mas você pode ser diferente. Conte comigo”. Por outro lado, não o perdoando, estará dizendo: “Meu filho, você não tem jeito mesmo. Não conte mais comigo”. É o caminho mais fácil para fazer com que o filho não lute mais para superar as próprias limitações. É condená‑lo a repetir o erro.
Todos nós, praticamente, já vivemos esta gratificante experiência de termos sido perdoados em momentos de fraqueza. Foi esse perdão fraterno que nos deu ânimo para reiniciar o caminho. Por outro lado, também já passamos pela dolorosa experiência de termos errado e não recebido o perdão reanimador. Foi muito difícil, então, recolher forças para recomeçar! Pareceu até que os outros tinham prazer em que permanecêssemos nos erro, em nos ver atolando sempre mais.
Perdoar é reconhecer a quase infinita capacidade do ser humano de se regenerar. Por pior que alguém seja, a chama da bondade nele não está extinta. Basta um pequeno sopro, e a chama brilha com força. Transforma‑se em labareda. Assim como ninguém é totalmente bom, ninguém é totalmente mau.
Perdoar é participar da misericórdia divina, que faz o sol brilhar sobre justos e injustos. Quanto maior o pecado, mais intensa a presença amorosa de Deus. Saber perdoar é ser capaz de realizar o mais divino dos gestos para com o ser humano: o gesto do perdão.

JOÃO XXIII E FRANCISCO, UMA PARÁBOLA JUBILAR

JOÃO XXIII E FRANCISCO, UMA PARÁBOLA JUBILAR

Papa João XXIII e Papa Francisco
Papa João XXIII e Papa Francisco
Contemplando a linha histórica entre 1963 e 2013, podemos observar um Jubileu de 50 anos iniciado com a morte de João XXIII, completado por Francisco e, no centro do período, os pontificados de Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI. É verdade que os papas se sucedem e não se substituem, o que revela a segurança da história da Igreja, mas, há uma linha de continuidade nesses homens: a santidade. João XXIII e João Paulo II serão canonizados e logo haverá a beatificação de Paulo VI, de João Paulo I e um ancião, Bento XVI, leva vida contemplativa no mosteiro Mater Ecclesiae, dentro do Vaticano. A velha e enrugada Igreja cada vez mais se torna esposa sem ruga e sem mancha, cheia da beleza própria dos santos. Nós, que estamos acostumados a contemplar os papas no Trono papal, necessitamos aprender a contempla-los de joelhos, rosário nas mãos, confiantes no Espírito que fala às Igrejas. Uma instituição cujos Cardeais eleitores escolhem homens de tal envergadura somente pode gozar de boa saúde.
Mas, que linha marca esse Jubileu e esses homens João e Francisco? Evidente que navegam na barca do Concílio e seu espírito lembra algo meio esquecido: uma Igreja pobre para os pobres, pobre nos meios. João indicou esse caminho e Francisco torna-o uma avenida.
JOÃO XXIII
Papa João XXIII visita um doente
Papa João XXIII visita um doente
Ângelo José Roncalli (1881-1963) era filho de pobres agricultores, devoto de Nossa Senhora, estudioso. Como bom seminarista, foi premiado com bolsa de estudos no Pontifício Seminário Romano em Roma, onde foi ordenado sacerdote em 1904. No primeiro dia de seminarista escreveu um Diário, iniciado com um pequeno programa de santidade que o acompanhou até os últimos dias: nele está a história de sua alma serena e humilde, nunca perturbada nem mesmo nos acontecimentos históricos que protagonizou. Após 20 anos como secretário do bispo de Bérgamo Radini-Tedeschi, tempo em que lecionou no seminário e foi capelão militar na grande guerra de 1914, em 1921 Bento XV nomeou-o presidente nacional da Obra da Propagação da Fé, quando contribuiu na redação do motu próprio de Pio XI “Romanorum pontificum”, carta magna da cooperação missionária.
Em 1925, Pio XI o nomeia Visitador apostólico na Bulgária e foi ordenado bispo escolhendo o lema “Obediência e Paz”. Era sua missão reorganizar a Igreja de rito oriental e latino naquele país e resolver conflitos de jurisdições episcopais. Um trabalho para alguns meses, se dizia, e esses alguns meses foram 10 anos. Julgou que o tinham esquecido, mas, obedientia et pax, mergulhou no trabalho: tornou-se amigo do Rei Boris III, do clero ortodoxo, do povo búlgaro, de maioria ortodoxa, do qual aprendeu a língua. Seu amor pelos pobres grangeou-lhe o afeto geral.
Dez anos depois, em 1934 foi nomeado Delegado apostólico na Turquia e na Grécia, mergulhando no mundo ortodoxo e muçulmano. Cinco anos depois explode a segunda grande Guerra, e Roncalli teve ocasião de trabalhar em favor das vítimas doentes e famintas e, ponto delicado, em favor dos Judeus que, aos milhares, fugiam dos países europeus dominados pelo nazismo alemão. Passo fundamental foi sua amizade com o embaixador alemão Franz von Papen que lhe fornecia dinheiro, roupas, alimento e remédio repassados aos pobres judeus. Segundo o embaixador, com sua dedicação, amizade, conseguiu salvar 24 mil judeus, cujo destino seriam os campos de concentração. Sua amizade com o povo turco mereceu-lhe o apelido de “Papa turco”.
Nomeado Núncio apostólico em Paris, em 1944, continuou seu trabalho pela salvação dos judeus, servindo-se dos bons préstimos do embaixador sueco. Conseguiu que o rei Boris fizesse retornar um trem carregado de judeus que eram conduzidos ao extermínio. Roncalli expediu falsos documentos de identidade, falsos certificados de batismo e de imigração para a Palestina. De Paris sua ação estendeu-se à Hungria, Bulgária e Eslováquia, dedicação tão reconhecida que lhe valeu, em 2000, ser incluído por Israel como “justo entre as nações”. Há cálculos que afirmam terem sido salvos perto de 80 mil judeus, com esses falsos certificados de batismo e de identidade expedidos por organizações católicas com o apoio do Núncio Roncalli.
Terminada a Guerra em 1945, o futuro Papa encontrou o mau humor de Paris, que se sentia humilhada por um Núncio tão simplório, baixinho e gordo, que apelidaram de “saco de macarrão”. Charles de Gaulle, libertador da França, exigiu-lhe a destituição da maioria dos bispos franceses que tinha colaborado com o regime de Vichy. Com seu talento, Ângelo Roncalli conseguiu reduzir o número de 25 para três bispos.
Em 1953, Pio XII criou-o Cardeal e o nomeou Patriarca de Veneza. Padre há quase 50 anos, finalmente estava à frente de um rebanho católico. Continuando o ministério da reconciliação, enviou mensagem aos socialistas reunidos em Congresso. Seu coração humano e cristão não perguntava a religião ou o partido: amava instintivamente e por todos era amado.
O velho Patriarca estava com 77 anos, merecendo um digno descanso e, supresa, é eleito Papa em 28 de outubro de 1958, sucedendo ao único, inimitável, inswubstituível  Pio XII. Para os analistas desse Conclave, Roncalli tinha uma única credencial para ser eleito: era velho! Não iria dar trabalho, não mexeria com o status da Igreja pacelliana. Mas, fatal engano para os romanos: ainda no conclave criou um cardeal, em 4 anos criou mais 52, em 1960 os primeiros cardeais africano, japonês e filipino, em 1962 canonizou o primeiro santo negro, Martinho de Lima.
No primeiro Natal romano visitou as crianças do Hospital Menino Jesus que o confundiram com Papai Noel, no dia 26 os prisioneiros do Regina Coeli (Já que vocês não podem me visitar, venho eu visita-los), aos quais falou do amor de Deus. Não faltaram os fioretti, como ao visitar um padre doente no hospital Espírito Santo e ao bater à porta da Superiora ela, emocionada, se apresentou como Madre Superiora do Espírito Santo e teve a resposta do Papa: “Abençoada!. Que bela carreira! Eu sou apenas o servo dos servos de Deus”.
Contam-se 152 saídas (escapadas) do Papa fora dos muros vaticanos, incluindo a viagem de trem até Loreto e Assis. Necessitava do contato com o povo, amava Roma com suas fontes e praças que gostava de apreciar com um binóculo.
Inesperadamente, João XXIII era um papa radical, isto é, amava como Cristo amou, sem mediações religiosas ou políticas. Tinha aprendido a amar os muçulmanos, os judeus, era amigo de protestantes, ortodoxos, recebeu visita do Arcebispo de Cantuária, de um ateu comunista, o sobrinho de Kruschev, para escândalo dos puros que sentiram a profanação do sagrado espaço vaticano. A pedido de judeus, na Sexta-feira santa de  1959, suprimiu da liturgia a invocação “pro perfidis judaeis”. Não havia, nele, projetos de ecumenismo, diálogo interreligioso e sim, a acolhida sem reservas.
Com apenas três meses de pontificado, a coroa de seu ministério manifestou-se em 25 de janeiro de 1959: convocou os 17 cardeais presentes ao Oitavário em São Paulo fora dos Muros para um Consistório na sacristia, em seguida. Foi uma surpresa para a Igreja e para o mundo, mas não um improviso. Trocara idéias com seu Secretário de Estado Domenico Tardini que achou um despropósito o projeto afirmando que o Direito Canônico previa que cada diocese deveria realizar um Sínodo a cada 10 anos e Roma nunca tinha feito o seu. “Faremos um Sínodo, então”, foi a resposta do Papa.
E assim, naquele dia 25 de janeiro de 1959, no Concistório realizado na Sala capitular da Abadia de São Paulo anunciou aos 17 Cardeais que os convocara para anunciar três medidas: convocar um Sínodo Romano, um Concílio Ecumênico e a atualização do Código do Direito Canônico.
Como João XXIII era um velhote, os Cardeais pensaram que tudo seria num prazo de 10 anos e tudo ficaria nisso. Engano: era para já. O Sínodo Romano aconteceu de 24 a 30 de janeiro de 1960. Viveu a “solidão institucional”, nas palavras do Cardeal Lercaro. A Cúria fez o possível para não colaborar. Sofreu o boicote do l’Osservatore Romano que do Concílio deu notícia num pequeno requadro e, não fossem os jornais do mundo a difundirem o projeto, parecia ficar por isso. João XXIII sofreu o mesmo boicote de seu famoso “Discurso da Lua”, belíssimo improviso na noite de abertura do Concílio, que foi publicado com censura. Somente nesse ano de 2013, Francisco ordenou que fosse publicado na íntegra!
O Papa criou e nomeou as Comissões, deu impulso aos trabalhos, consultou todos os bispos e, no dia 25 de dezembro de 1961, através da bula papal “Humanae salutis” convocou o Concílio Ecumênico do Vaticano II, inaugurado em 11 de outubro de 1962.
Papa Roncalli continuou no ministério da reconciliação humana e da paz, tendo atuação fundamental na crise dos mísseis de Cuba que, em outubro de 1962 quase precipitou o mundo num holocausto nuclear. Fruto dessa horrenda perspectiva, em abril de 1963 publica a Encíclica “Pacem in Terris”, primeiro documento papal dirigido a todos os homens de boa vontade.
Em setembro de 1962 surgiram os sinais de câncer, doença que o fez sofrer muito e o levou ao túmulo. Foi padecendo fisicamente que abriu o Concílio Ecumênico do Vaticano II em 11 de outubro de 1962. O mundo tinha a sensação real de um pai comum, conhecido e amado como o Papa Bom. E muito chorou a humanidade no dia 3 de junho de 1963, quando o perdeu. Suas últimas palavras foram ao fiel secretário Loris Capovilla: “Por que chorar? Esse é um momento de alegria, um momento de glória”.
A Igreja católica não era mais a mesma instituição bimilenar, monolítica, voltada para suas seguranças internas. Era Mater et Magistra em projeto irrefreável de ser serva do mundo.
FRANCISCO
Francisco em Assis
Francisco em Assis
Cinqüenta anos depois, no dia 13 de março de 2013, foi eleito papa o Cardeal argentino Jorge Bergoglio. O primeiro jesuíta e o primeiro latinoamericano. Da mesma idade que João XXIII, porém, eleito pelo consenso no Conclave a fim de que realizasse reformas estruturais na Cúria e na Igreja. Escolheu o nome Francisco referindo-se ao Pobre de Assis. Em sua apresentação no Balcão da Basílica de São Pedro conquistou Roma e o mundo. Apresentou-se como Bispo de Roma. Não viera da intelectualidade ou da diplomacia, e sim, das favelas de Buenos Aires, do mundo dos pobres.
Cercou-se de Oito Sábios, Cardeais representando os Continentes, para assessora-lo. Francisco é amoroso, abraça cada pessoa como se estivesse sozinho com ela, visitou a prisão de Roma, as crianças do Hospital Menino Jesus, visitou Assis, onde pediu a graça da humildade para ele e para a Igreja. Celebrou o Lava-pés com meninos de rua, o aniversário com mendigos, passou a residir na Casa Santa Marta.
Em 8 de julho viajou a Lampedusa, porta de entrada e cemitério, na Itália, dos milhares de migrantes fugidos da África e Oriente Médio o que, para muitos, foi a inauguração de seu Pontificado. Sua homilia foi um grito com duas perguntas: “Adão, onde estás? Caim, onde está teu irmão?”. Pediu a graça de chorar pela nossa indiferença, pela crueldade que há no mundo, pelas decisões socioeconômiccas que provocam deslocamentos de povos, sofrimento, morte, e pergunta: “Quem chorou? Quem chorou hoje no mundo?”. E conclui: “Senhor, nesta Liturgia, que é uma liturgia de penitência, pedimos perdão pela indiferença por tantos irmãos e irmãs; pedimo-vos perdão, Pai, por quem se acomodou,  e se fechou no seu próprio bem-estar que leva à anestesia do coração; pedimo-vos perdão por aqueles que, com as suas decisões a nível mundial, criaram situações que conduzem a estes dramas. Perdão, Senhor! Senhor, fazei que hoje ouçamos também as tuas perguntas: “Adão, onde estás? Onde está o sangue do teu irmão?”.
Proclamando um jejum universal pela paz, colocou-se do lado o povo sírio ameaçado de uma invasão norte-americana. Francisco é um papa que chora cada doente, cada criança ou doente sofrendo, chora a morte de cada pessoa como de um filho. Assim como o velhinho João XXIII inaugurou um caminho sem retorno para uma Igreja Mãe, povo de Deus em diálogo com todos, Francisco percorre esse caminho de forma radical. Ele é amoroso, amigo, doce, mas, não se alimentem ilusões saudosistas, ele sabe o que quer: uma Igreja que se descobre nascendo na gruta de Belém, despojada, que possa anunciar com coerência o Evangelho do amor e da reconciliação.
João e Francisco, símbolos de uma Igreja alegre, calorosa, anunciando a alegria do amor de Deus, o Pai.
Pe. José Artulino Besen

Mídias sociais na catequese: um avanço para a evangelização!


Há não muitos anos, não se pensava que o mundo ficaria tão pequeno, ao alcance de um clique com o mouse. As notícias demoravam as vezes dias para chegar... O número de amigos que alguém poderia ter e pessoas que poderia conhecer ao longo de toda a sua vida não passava de 200, quem sabe 300 pessoas.

Hoje em dia, com o avanço da internet e das novas mídias, o cenário mudou drasticamente. As informações chegam instantaneamente, os aparelhos eletrônicos favorecem mil e uma possibilidades, com as redes sociais, podemos “ter” mais de mil “amigos”. Isso tudo tem seu valor mas certamente existem alguns riscos também. Será que deveríamos temer essas mudanças? Seria mais sensato simplesmente nos escondermos ou ignorarmos tudo isso? Não vejo que esse seja o caminho.

A pergunta que deveríamos fazer é: Como todo esse avanço, esse poder criativo tão grande pode ser usado a favor do Evangelho? Como tudo isso pode contribuir com uma área tão importante em nossa Igreja como a catequese?

O Papa Bento XVI, no ano de 2010, em sua mensagem para o dia mundial das comunicações disse algo muito importante: “Os meios modernos de comunicação fazem parte, há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contato com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal [...] De fato, a pastoral no mundo digital há de conseguir mostrar, aos homens do nosso tempo e à humanidade desorientada de hoje, que Deus está próximo e, em Cristo, somos todos parte uns dos outros”.
A Igreja nasce do mandamento de Jesus que nos diz: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações...”(Mt 28,19). Nessa palavra de Jesus, vemos um desejo abrangente de salvação: ir pelo mundo todo e anunciar o evangelho a todos, fazer discípulos de Jesus. Precisamos ir onde as pessoas estão, onde os jovens estão, e ali falar de Jesus, e ali anunciá-lo e formar discípulos. Podemos dizer sem medo que o discipulado começa com a catequese, com os sacramentos da iniciação cristã.

Em Aparecida, nasceu o documento tão importante com a grande motivação para sermos Discípulos e Missionários. Ser discípulo é estar aos pés do mestre Jesus, é aprender dele, e ser missionário é levá-lo a todos.

Podemos aproveitar de todos os recursos novos que a inteligência humana tem criado para vivermos esta missão. Neste sentido, esse espaço no Blog Catequese e Bíblia será o nosso ponto de encontro para refletirmos sobre como as novas tecnologias poderão ser úteis na tão importante missão que você catequista exerce na Igreja junto a essa grande multidão de crianças, jovens e adultos que tem sede de crescer na fé e no conhecimento de Jesus Cristo.

Grande abraço a todos!

PRECE DE UM CATEQUISTA


Quero partilhar com os catequistas esta oração
que brotou do meu coração que pulsa
100% CATEQUESE.


Quero ecoar vossa Palavra Senhor
Com a coragem daqueles que amam
Com a sabedoria necessária para fazer crescer
Com a fé sincera que fecunda a vida;

Sou tua testemunha Senhor
Em um mundo que parece te esquecer
Preciso fazer de minha vida um serviço
Que cative e entusiasme os outros a segui-lo.

Sou teu Profeta Senhor
Em uma realidade que não quer te escutar
Tenho que gritar, proclamar tua vontade
Que é Caminho, Verdade, Vida, Amor e Fé.

Sou teu amigo Senhor
Que procura na singeleza do que sou
Trazer outros amigos para junto de Ti
E juntos possamos viver na plenitude
E madurecer na fé e para a vida.

Amém!

Pe. Elison Silva
Da Arquidiocese de Maceió
Articulador de Catequese da Província Eclesiástica de Maceió

Maria e o diálogo ecumênico


A sabedoria popular costuma nos alertar: com mãe não se mexe! Relação de filho e mãe é delicada e exige respeito. Isso fica bem claro na religiosidade popular, que cerca Maria de todos os títulos e venerações que um coração de filho pode inspirar. Por isso, talvez o que mais provoque desgosto, em relação aos irmãos protestantes, é o que os católicos percebem neles como desvalorização de Maria. Mas, de fato, o que esses irmãos rejeitam não é a mãe de Jesus, mulher louvada na Bíblia como “cheia de graça” , exemplo de servidora que se entrega para que nela se realize a Palavra de Deus. Eles não se afastam dela por indiferença, mas para manter uma identidade que os distingue de nós. Embora haja divergências sobre a doutrina referente a Maria, eles não têm realmente um problema com ela, o problema é conosco. 
           
Um amigo presbiteriano me contou um episódio que deixou isso bem claro. Sua comunidade estava organizando um livro de hinos religiosos para as celebrações. Foram sugeridos cantos que louvavam diversos personagens bíblicos: Moisés, Elias, Isaías... Então meu amigo, de propósito para ver a reação do grupo, sugeriu: já que vamos cantar canções sobre esses personagens bíblicos, não poderíamos incluir um canto sobre Maria? Fez-se um silêncio embaraçoso. Ao fim, meio sem jeito, um dos participantes observou: _Isso não dá! Assim a gente ia ficar igual a eles... Esse “eles”, é claro, éramos nós, os católicos, com quem eles não queriam se parecer. Comentando a fato, meu amigo observou: Maria ficou ferida no meio da briga; quando nós pararmos de brigar e ficarmos amigos, os evangélicos também vão poder expressar a admiração que ela merece.
Minha experiência mostra que ele estava com a razão. Participei da coordenação de um grupo ecumênico de estudo bíblico durante quatro anos. Os roteiros de estudo eram preparados por mim e por um pastor luterano. Depois de muito tempo de convívio, a confiança mútua e a amizade permitiam que se abordasse qualquer assunto em que havia divergência entre as Igrejas porque ninguém tinha receio de que outro estaria usando aquele tema para minar sua identidade. Foi também dentro desse espírito que um dia minhas amigas da Igreja Luterana me chamaram para fazer a pregação num culto em que o evangelho a ser meditado versava sobre a anunciação e a visitação a Isabel. Antes de começar a falar fui apresentada à comunidade com as palavras: “Esta é uma amiga católica que vai nos falar sobre a mulher mais importante que a história do mundo já produziu: Maria, a mãe de Jesus.” E tudo deu certo.  Com garantia de respeito mútuo, muitos caminhos se abrem.
Por outro lado, também temos que reconhecer que a religiosidade popular muitas vezes exagera na devoção mariana. O amor é tanto que às vezes ela é colocada numa posição que não lhe cabe, como se fosse igual à Trindade, em vez de ser o grande exemplo de servidora que deveria nos inspirar. Muita gente que acha lindo coroar a imagem de Maria esquece que o grande recado que ela deixou para nós na Bíblia é aquele das Bodas de Cana: Façam tudo que Ele vos disser. Também em relação a outros santos, o povo lembra muito mais deles como intercessores do que como exemplos de fé a serem seguidos. Há devotos de muitos santos que não sabem nada sobre a vida dessa pessoa, só se interessam pelo tipo de favor que podem conseguir através dela. Uma catequese que pusesse as devoções num caminho melhor, ajudando a ver os santos como uma inspiração para vivermos melhor a nossa fé, guardando a memória desses irmãos e irmãs como exemplos venerados com carinho, estaria também facilitando nosso diálogo com os outros cristãos. 
Therezinha Cruz

Dialógo inter-religioso: um campo diferente


            No ecumenismo estamos em busca da unidade na diversidade. Estamos unidos por princípios básicos do cristianismo e, principalmente, pela própria adesão a Jesus, que todos os cristãos reconhecem como Mestre, Filho de Deus, Salvador, parte da Trindade Santa, Caminho, Verdade e Vida. Queremos apresentar ao mundo um cristianismo mais atraente, não dilacerado por disputas internas. Queremos atender à prece de Jesus, que pediu que os seus fossem UM.

            Mas não convivemos só com cristãos, mesmo considerando a variedade de Igrejas e comunidades eclesiais à nossa volta. No Brasil encontramos membros de muitas religiões. Afinal, somos um povo formado do encontro entre europeus, indígenas e africanos. Migrantes trouxeram outras correntes religiosas. Nem ao menos temos que pensar só nas pessoas que nos estão próximas. O mundo globalizado nos mostra tradições religiosas diversas: vemos os muçulmanos na TV, sabemos de questões religiosas da Índia, da África, da China...  E aí uma questão passa pela cabeça dos catequizandos (e também pela nossa): Como ficam essas pessoas diante de Deus? O que será delas se vivem e morrem sem nunca ter ouvido falar de Jesus? O que nossa Igreja nos diz sobre isso?

            Há quem diga que cada religião tem seu caminho de salvação, outros acham que quem não pertence ao seu grupo está automaticamente longe de Deus e condenado. Nossa Igreja ensina que o único Salvador de todos é Cristo. Foi Ele que fez a grande demonstração do amor inesgotável de Deus, nele temos Deus nos amando tanto que veio viver como humano, capaz de entregar a vida, no meio de grandes sofrimentos, para nos mostrar como somos preciosos para o Criador. Essa “boa nova” é a melhor notícia que a humanidade já recebeu, a grande fonte de esperança: apesar de nossas falhas e pecados, Deus não desiste de nós e nos ama até as últimas consequências. Essa mensagem é tão essencial que somos chamados a comunicá-la aos que ainda não conhecem Jesus ou não o compreendem devidamente. O diálogo inter-religioso não apaga a missão. Conhecer Jesus é algo tão bom que não seria justo negar esse dom a quem ainda não o encontrou.

            Mas isso não se faz desvalorizando o que outras religiões têm construído nas pessoas e na história da humanidade. Muitos não sabem, mas a própria Igreja não nos autoriza a proclamar simplesmente a condenação inescapável dos que não são cristãos.
            Seria bom, por exemplo, que os catequistas conhecessem, entre outros, o documento Diálogo e Anúncio, escrito 25 anos depois do Concílio Vaticano II. Vamos nos referir a ele muitas vezes nessas nossas conversas. Hoje, gostaria de destacar apenas duas afirmações dessa orientação que nossa Igreja nos dá:

            É através da prática daquilo que é bom nas suas próprias tradições religiosas, e seguindo os ditames da sua consciência, que os membros de outras religiões respondem afirmativamente ao convite de Deus e recebem a salvação em Jesus Cristo, mesmo se não o reconhecem como salvador. (DA 29)
            Os cristãos que não têm apreço nem respeito pelos outros crentes e pelas suas tradições religiosas estão mal preparados para lhes anunciar o evangelho. (DA 73c)

            São declarações com graves implicações e que precisam ser bem entendidas para não gerar problemas. Mas indicam um caminho, uma pedagogia, uma compreensão da universalidade do amor do Deus Criador e da salvação que Cristo veio trazer.  Uma boa catequese deve estar preparada para equilibrar diálogo e missão, como pede o nosso documento.   

Therezinha Cruz

O que não é ecumenismo


A palavra ecumenismo passou para a linguagem comum, sem muita consideração com o significado específico que a nossa Igreja dá a esse termo. Fala-se em ecumenismo de modo amplo, como algo que uniria todas as idéias, de todos os grupos, uma grande mistura, um sincretismo global. Não é a isso que nossa Igreja se refere quando propõe o ecumenismo como parte de sua doutrina.

Em primeiro lugar, teríamos que perceber que, na fala oficial da nossa Igreja, há uma diferença entre ecumenismo e diálogo inter-religioso. Ambos são campos de trabalho importantes, mas cada um tem suas características próprias. O ecumenismo se refere às relações entre cristãos de Igrejas diferentes. Não são “religiões” diferentes, a religião é a mesma, são todos cristãos. Diferentes são as Igrejas (ou as chamadas comunidades eclesiais) a que uns e outros pertencem.  Referir-se a um irmão cristão como alguém que tem outra religião já seria um embaraço no diálogo ecumênico. Mas misturar ecumenismo com diálogo inter-religioso também não é a proposta da Igreja.

Para prosseguir com segurança no caminho do ecumenismo, haveria algumas idéias a serem esclarecidas. Por exemplo, ecumenismo não é:

Mistura de tudo num novo cristianismo: isso seria acrescentar mais uma divisão, como se estivéssemos criando uma nova Igreja, com perda de identidade para todos.

Disfarce para uma Igreja dominar a outra: esse é um grande receio que alguns irmãos têm. Uma vez, depois de incentivar a prática do ecumenismo num encontro, alguém me perguntou: _ Agora, falando sério, me diga: tratando assim tão bem os crentes de outras Igrejas, sendo tão simpática com eles, quantos você já converteu para a nossa Igreja? Fiquei muito decepcionada. Isso me mostrou que a pessoa não tinha entendido nada do que eu estava tentando explicar. Qualquer intenção menos sincera nesse trabalho atrapalha a caminhada em vez de ajudar.

Algo que afasta a pessoa da sua própria Igreja: entro no diálogo como católica (e só assim estou preparada para tanto) e saio com minha identidade católica reforçada porque é em nome da minha Igreja que estou falando, é como representante dessa Igreja que me apresento ao outro. O mesmo vale para o outro lado do diálogo: cada cristão de outra Igreja deve ter uma identidade firme para me ajudar a conhecer melhor o seu modo de ser cristão.
Fazer todos concordarem em tudo: O objetivo é compreender, dialogar... e poder discordar sem transformar isso em rejeição e desvalorização do outro.

Fingir que as diferenças não existem: isso tornaria hipócrita a conversa; queremos compreender as diferenças, não ignorá-las.

Desvalorizar as normas de cada Igreja: cada um deve cumprir seus deveres com a sua comunidade; se isso não for feito, o ecumenismo ganhará opositores porque será visto como uma ameaça à identidade dos envolvidos. Por exemplo: geralmente é melhor não organizar atividades ecumênicas no domingo, que é dia de cada um celebrar na sua Igreja.

Deixar de lado o espírito crítico diante de qualquer grupo cristão: ser ecumênico não é ser ingênuo diante do que não for honesto, de que estiver em contradição com a ética e os valores evangélicos. Mas, nesse caso, sempre é bom lembrar que não podemos desvalorizar um grupo inteiro porque algumas pessoas dentro deles fazem coisas erradas. Afinal, sabemos há joio no meio do trigo, mas também pode haver trigo no meio do joio.

  Pensemos: como, na catequese, viveremos uma espiritualidade que também é ecumênica, sem cair nessas falhas?

Therezinha M L da Cruz

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martírio célebre no século II foi o de Santo Inácio de Antioquia; no ano 107, no Coliseu de Roma, vítima da perseguição de Trajano (98-117), por ocasião dos gigantescos espetáculos dados por este imperador para comemorar suas vitórias sobre os dácios. Inácio foi condenado juntamente com Rufo e Zózimo.

Cardeal Majella

"Cristo foi batizado, não para ser santificado pelas águas, mas para santificá-las"

ORE SEM CESSAR

Ore sem cessar!!!

Viva a Nossa Senhora Aparecida.













No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de
todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.
Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.
Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.
Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe
Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.

Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.
A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo
Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por oca
sião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem,
ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento
da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.

A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de
altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.

Seja qual for a autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação, visite o site www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender uma vela virtual. E já que a fé, assim como a internet, não conhece fronteiras, eu já acendi a minha, por um mais paz e igualdade no mundo. Acenda a sua e que
Nossa Senhora Aparecida nos ouça e ilumine o mundo, que está precisando tanto de cuidados.

Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:
A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo
capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão
do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés,
e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante
da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se
romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por
libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou
deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na
tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até
hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos
milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a
ela e, de repente, exclamou "Mãe, como aquela igreja é bonita." Estava
enxergando, perfeitamente curada.

NILTON

O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Romanos 6:23


TERESA DE CEPEDA Y AHUMADA

TERESA DE CEPEDA Y AHUMADA
Teresa de Cepeda y de Ahumada (nasceu em Ávila em 1515) guiada por Deus por meio de colóquios místicos e por seu colaborador e conselheiro espiritual são João da Cruz (reformador da parte masculina da ordem carmelita, empreendeu aos quarenta anos uma missão que tem algo de incrível para uma mulher de saúde delicada como a sua: do mosteiro de são José, fora dos muros de Ávila, primeiro convento do Carmelo por ela reformado, partiu, carregada pelos tesouros do seu Castelo Interior, para todas as direções da Espanha.